sexta-feira, 11 de maio de 2012


Um Casamento Cheio de Alegria
por
Matt Perman

† Sejam submissos a Jesus e cheios de esperança nEle (Romanos 14:7-8; 12:12).

† Façam com que o seu principal objetivo seja serem um retrato agradável de Cristo e da igreja a Deus (Efésios 5:22-33) e diante do mundo, para que eles possam glorificar a Deus (Mateus 5:26).
† E contemplai o mistério!: “Deus não criou a união entre Cristo e a igreja conforme o padrão do casamento humano; é justamente o contrário! Ele criou o casamento humano com base no padrão da relação de Cristo com a igreja” (Piper, Desiring God, p. 181).

† Reconheçam que vocês são co-herdeiros da graça da vida eterna (1 Pedro 3:7)


† Reconheçam que o casamento é uma expressão da realidade de que Deus criou pessoas para serem canais, não becos-sem-saída, de Sua graça (Gênesis 2:18). Portanto, procurem ser um canal da graça de Deus de um para outro, em todo o tempo!


† Amem um ao outro com sentimentos e ações (Efésios 5:25; Tito 2:4), que significa buscar seu prazer no prazer do outro (Efésios 5:28-30).
† Com amor romântico - se alegrar com a alegria do outro e expressar isto num romance criativo (Provérbios 5:18-19; Cântico dos Cânticos 1:2-4, 8-11; 4:1; 6:4).
† Com amor sexual - tome grande deleite na sexualidade, satisfazendo um ao outro (Provérbios 5:18-19; 1 Coríntios 7:1-5; Hebreus 13:4).
† Com profundo amor ágape - sirvam um ao outro cheios de alegria (Efésios 5:22,25).
† Com amor companheiro - sejam os melhores amigos (segundo o modelo de Romanos 12:10).
† Rechace as discussões e as críticas (Gálatas 5:15).
† Se uma falha ou erro deve ser apontado, faça-o com exortação e não com criticismo negativo (que é oposto ao construtivo) - (2 Tessalonicenses 3:12-13; Romanos 12:19,21) - com implicações, desencorajamentos e/ou com intenção de revanche e “acerto de cortas”.
† Nunca comparem.

† Nunca ameacem (Efésios 6:8-9).


† Riam (Salmos 126:1-2).


† Honrem um ao outro (Romanos 12:10).
† Embora o título não seja inteiramente acurado, o livro de Gary Smalley, Amor é uma Decisão, faz um grande trabalho ao apontar que honrar alguém significa colocar grande importância (isto é, peso) sobre quem eles são, o que eles dizem, e o que eles fazem. Honrar alguém significa que nós as consideramos como sendo de grande importância e mostramos isto em nossas ações.
† Em seu livro Casamento de Impressionar, Ruth Bell dá alguns exemplos de ações que devemos evitar para honrarmos uns aos outros: Não seja um controlador, não desdenhe das realizações do outro, não implique, não enfatize as falhas e sempre esteja ao lado do seu companheiro. Com respeito a última, ela escreve, “Quando estamos ao lado como um crítico, isto é desleal e desonroso para o nosso amado. Se o criticismo é válido ou há alguma verdade para ele, não honra o relacionamento se enfiamos a faca mais fundo, depois que já tiramos sua confiança. Honrar nosso companheiro significa que sempre estamos do seu lado, a despeito da circunstância ou acusação” (p. 93).
† Esposos, sejam compreensíveis com suas esposas (1 Pedro 3:7); esposas, tenham um espírito dócil e tranqüilo, que é precioso à vista de Deus (1 Pedro 3:4).

† Perdoem (Efésios 4:32).


† Usem seus recursos monetários para o propósito de serem ricos em boas obras, entesourando riquezas no céu, onde nossa completa esperança deve estar (1 Timóteo 6:17-19).


† Esposas, administrem suas casas (1 Timóteo 5:14).


† Devotem uma quantia de tempo consistente para estarem juntos sozinhos.


† Façam coisas juntos.


† Sejam responsáveis um pelo outro.


† Sejam um time.


† Orem juntos consistentemente.


† Estudem a Bíblia juntos consistentemente.


† Orem por seu casamento consistentemente.


† Esposas, sejam submissas (isto é, obedeçam em atitude e ação) aos seus maridos (Efésios 5:22-24; Colossenses 3:18).
Ruth Bell comenta, “Minha submissão a ele não deve ser condicionada ao seu comportamento, mas deve ser de acordo com a Palavra, porque a Bíblia não me diz para ser submissa se; ela apenas me diz para ser submissa. Minha responsabilidade é obedecer e deixar Deus tratar com ele. Isto traz graça e engrandecimento” (Casamento de Impressionar, p. 71)
† Maridos, sejam devotados às suas esposas, amando-as segundo o modelo de como Cristo ama a igreja (Efésios 5:25-30; Colossenses 3:19) e não sejam amargos com elas (Colossenses 3:19).
“Como Jesus diz em Lucas 22:26, 'Aquele que lidera seja como o que serve'. O marido que se deixa cair na poltrona diante da televisão e faz sua esposa correr para cá e para lá como uma escrava, abandonou o caminho de Cristo. Jesus cingiu-se com uma toalha e lavou os pés dos apóstolos. Ai do marido que pensa que sua virilidade requer dele uma atitude dominadora e exigente para com sua esposa...[Porque o homem ser líder significa] sentir a grande responsabilidade de assumir a liderança nas coisas do Espírito; você deve liderar a família em uma vida de oração, no estudo da Palavra de Deus e na adoração; você deve liderar ao dar à família a visão do seu propósito e missão; você deve tomar a frente e moldar o padrão moral do lar e administrar sua paz feliz. Jamais encontrei uma mulher que geme debaixo de uma liderança semelhante a de Cristo. Mas sei de incontáveis esposas infelizes porque o marido abdicou da liderança que Deus lhe conferiu e não tem visão moral, um conceito espiritual do propósito da família, e por isso nenhum desejo de liderar ninguém para lugar algum...O lugar do homem é ao lado da cama dos seus filhos, conduzindo-os em devoção e oração. O lugar do homem é na condução de sua família à casa de Deus. O lugar do homem está em levantar cedo e sozinho para buscar de Deus visão e direção para a família.” 

quinta-feira, 10 de maio de 2012


Rahab e Leviatan, o que quer dizer isso?


Encontramos várias vezes no texto do Antigo Testamento a menção de seres dos quais não temos certeza quanto à sua origem e espécie. Dois deles são Rahab e Leviatan. Muitas vezes Rahab e Leviatan aparecem no texto lutando contra Yahweh. Geralmente esta luta de Yahweh contra Rahab e Leviatan se dá em contextos poéticos que tratam da origem do cosmos (cosmogonia). Como exemplo temosJó 26.10- 13 Traçou um círculo à superfície das águas, até aos confins da luz e das trevas. 11 As colunas do céu tremem e se espantam da sua ameaça. 12 Com a sua força fende o mar e com o seu entendimento abate o adversário.13 Pelo seu sopro aclara os céus, a sua mão fere o dragão veloz (serpente veloz/fugitiva)Salmo 74.13-17 Tu, com o teu poder, dividiste o mar; esmagaste sobre as águas a cabeça dos monstros marinhos. 14Tu espedaçaste as cabeças do crocodilo e o deste por alimento às alimárias do deserto. 15 Tu abriste fontes e ribeiros; secaste rios caudalosos. 16 Teu é o dia; tua, também, a noite; a luz e o sol, tu os formaste. 17 Fixaste os confins da terra; verão e inverno, tu os fizeste.O que são o Rahab e o Leviatan, citados juntamente com os monstros marinhos nessas passagens? Como interpretar textos que citam esses elementos e fazem referências à criação?Mary K. Wakeman, estudando a literatura do antigo Oriente Próximo, concluiu que a mitologia de diversas fontes antigas (Suméria, Índia, Mesopotâmia, Anatólia, Grécia e Canaã) traz traços comuns: (1) um monstro repressivo impedindo a criação; (2) a derrota do monstro por um deus heróico que então libera as forças essenciais para a vida e (3) o domínio final do herói sobre estas forças. Nesses mitos do antigo Oriente Próximo Rahab e Leviatan são sempre identificados como estes monstros anti-criacionais.Estariam os textos acima mencionados fazendo referência a estes elementos mitológicos comuns às culturas do antigo Oriente Próximo? A referência feita em Jó e Salmos teria características comuns com a mitologia? Entender estas referências a aspectos da mitologia do antigo Oriente Próximo nos escritos canônicos prejudica de alguma forma a nossa compreensão de inspiração, inerrância e historicidade das Escrituras? Vejamos algumas respostas a estas perguntas.O simples fato de Rahab e Leviatan serem citados em literatura mítica e na literatura bíblica não implica necessariamente que estejam falando da mesma coisa. Porém, o contexto e o fato de não sabermos a que o texto bíblico se refere exatamente nos leva a crer que estes elementos são os mesmos citados na literatura mítica. Nossas traduções são a prova de que nossa lexicografia é incerta quanto a estes vocábulos. Rahab aparece traduzido em português como ‘adversário’ (RA), ‘soberba’ (RC), ‘monstro Raabe’ (BLH). O léxico hebraico (BDB) traz como possibilidades para a tradução ‘soberbo’, ‘arrogância’ (como nomes), ‘nome emblemático para o Egito’, ‘monstro mítico’ (seguindo a Septuaginta) entre outros. Leviatan aparece traduzido como ‘crocodilo’ (RA), e ‘Leviatan’ (RC e BLH). O mesmo BDB traz como possibilidades de tradução ‘leviatan’, ‘monstro marinho’, ‘dragão’ , grande animal aquático’, ‘talvez um dinossauro extinto’, ‘significado exato desconhecido’. Em Jó 41 encontra-se uma descrição do Leviatan que certamente não se encaixa com qualquer animal conhecido, ou mesmo a possibilidade de algum animal extinto, mas sim com a figura mitológica comum do dragão que lança fogo pela boca (Jó 41.19-21). No contexto dos textos acima (Jó 26.12 e Sl 74.14) tanto Rahab quanto Leviatan aparecem acompanhados de outros seres que lembram também elementos mitológicos, ainda que sua presença não indique necessariamente uma fonte mitológica para os textos (e.g. a serpente em Gênesis 3).Em geral, este monstro está associado ao mar e o Senhor domina e derrota o monstro, como o Salmo 89.9-10Dominas a fúria do mar; quando as suas ondas se levantam, tu as amainas. 10 Calcaste a Raabe, como um ferido de morte; com o teu poderoso braço dispersaste os teus inimigos.Salmo 104:2625 Eis o mar vasto, imenso, no qual se movem seres sem conta, animais pequenos e grandes. 26 Por ele transitam os navios e o monstro marinho que formaste para nele folgar.Isaías 27.1Naquele dia, o SENHOR castigará com a sua dura espada, grande e forte, o dragão, serpente veloz, e o dragão, serpente sinuosa, e matará o monstro que está no mar.Associar as menções de Rahab e Leviatan na Bíblia aos mitos pagãos do antigo Oriente Próximo implica em que os autores bíblicos criam nestes mitos? Não. O fato dos mitos serem citados implica, em primeiro lugar, que eles eram conhecidos dos autores bíblicos e, certamente, da audiência deles. Segundo, que usando de uma lógica clara, eles citam estes mitos dentro de literatura reconhecidamente poética, para demonstrar que Yahweh é superior a todos estes elementos míticos. A Escritura é muito clara em demonstrar que o politeísmo pagão é condenável e os autores bíblicos bem sabiam disto. Afirmar que, porque citaram a mitologia, criam nela, é ir além do que o contexto nos permite.Waltke demonstra, convincentemente, que pelo menos três aspectos podem ser estabelecidos a partir destas citações na literatura bíblica. Primeiro, que os autores bíblicos estavam declarando a superioridade de Yahweh sobre os deuses pagãos na criação, e, assim, descartando sua religião mitológica. Segundo, que ao identificar Rahab com inimigos históricos do povo de Deus como o Egito (Is 30.7; Is 51:9-10 Rahab=Egito), sustentam a vitória de Yahweh no presente, auxiliando o seu povo. Terceiro, ao identificar estes elementos mitológicos na literatura apocalíptica, apresentam a vitória futura e final de Yahweh sobre todos os seus inimigos (Is 27.1; Ap 12.7-9).No contexto da criação os textos de Jó e Salmos nos ajudam a entender alguns fatos importantes. Primeiro, que o Senhor é o grande criador, e não os deuses destes relatos mitológicos (Baal, Faraó, Marduque, etc.). Segundo, que o Deus criador do cosmos foi vitorioso no passado e será no futuro.Segundo Waltke,É inconcebível pensar que estes monoteistas estritos [os escritores bíblicos] intencionaram dar suporte à sua visão a partir da mitologia pagã, que eles indubitavelmente detestavam e abominavam, a não ser que tivessem absoluta certeza de que seus ouvintes iriam entender que suas alusões eram usadas num sentido puramente figurativo. Fonte: Revista Fides Reformata. 

segunda-feira, 7 de maio de 2012


“Igreja” – Um exército que mata seus soldados feridos.

Nos últimos meses uma coisa vem me incomodando muito e tem me deixado enojado e angustiado ao mesmo tempo. Porque não vejo uma saida ou uma solução para o problema.
É a situação da “igreja”, não da minha ou da sua “igreja” mas da “igreja” de Cristo na qual como pastor e lider que sou tenho a missão de PROTEGER, CUIDAR, HONRAR e ZELAR.
Muitos escândalos tem surgido de alguns anos pra cá, prostituição, roubo,manipulação, etc…
Mas o que tem me incomodado não são os escândalos e sim a atitude que se toma diante dessas situações. Alguns questinoamentos tem me atormentado.
Agora eu quero te fazer algumas perguntas, pense comigo.
Será que a oração de Jesus em JOÃO 17 foi inútil? Por 3 vezes ele usa a expressão “sejam um”.
Será que realmente somos o país do avivamento? Pois avivamento é gerado em unidade, corações que estão envolvidos no mesmo propósito apesar das diferenças de opiniões.
O que temos feito para “suportar” ou seja dar suporte para nossos irmãos que estão mancando ou cambaleando?
Eu não gosto de dar nomes mas vou fazer isso. Quando houve aquele escândalo na igreja “Renascer em Cristo” ou agora na “Universal”, nós oramos para que Deus tivesse misericórdia ou simplesmente julgamos? Não estou dizendo se os lideres são culpados ou inocentes, mesmo sendo culpados, eu tenho a certeza de uma coisa, a GRAÇA que atua na minha vida e na sua atuará na vida deles se houver arrependimento.
Mas existe um propósito maior nisso tudo, a “IGREJA” não a igreja do bispo, pastor, apóstolo, mas a IGREJA de CRISTO.
E as vidas que fazem parte dessas igrejas? São importantes pra Deus da mesma forma que você e eu somos.
Um dos meus professores no seminário dizia: “A IGREJA É O ÚNICO EXÉRCITO QUE MATA SEUS SOLDADOS FERIDOS”. Na época que eu era um seminarista não entendi mas agora vejo que é a mais pura verdade.
O exército de Deus perdeu seu foco, não temos mais um inimigo em comum (SATANÁS). Nos tornamos inimigos de nós mesmos, se abre uma igreja perto da nossa nos sentimos ameaçados com medo de que “NOSSAS OVELHAS” sejam roubadas; se um ministério começa a se destacar na mídia nos sentimos enciumados e criticamos.
Até agora estou falando de fora da minha igreja e da sua, agora o negócio aperta um pouco. Estamos divididos dentro da nossa própria igreja, pastores inseguros que tem medo de perder “seu” cargo ou departamento, que vivem sempre tentando se afirmar e mostrar serviço para homens (mesmo que seja preciso derrubar um “irmão”); Pastores e líderes que não se falam e pelas costas falam mal uns dos outros. A “inveja” o pecado que originou o primeiro homicidio da história corre solto em nosso meio.
Não existe mais compaixão pelo próximo, se vemos um “irmão” que não faz parte da nossa “panela”, fazendo alguma coisa errada e se dando mal ficamos alegres. Quando precisam de nós viramos as costas.
E AINDA CONTINUAMOS NOS CHAMANDO DE IRMÃOS.
Se alguém não vem mais na igreja e tempos depois encontramos com essa pessoa desviada, o que fazemos? JULGAMOS.
Alguns se acham superiores por causa de dons e por terem um pouco de conhecimento de biblia.
Algumas pessoas por ter um pouco de cultura e dinheiro pisam nos mais humildes.
NÃO SOMOS NADA SEM DEUS, NÃO TEMOS NADA E NÃO SABEMOS NADA, TUDO O QUE FAZEMOS NÃO PASSA DE LIXO.
Nada é nosso, titulos, cargos, posições, departamentos, grupos, ministérios e a igreja tudo pertence a DEUS.
Tudo é dELE, por ELE e pra ELE.
Será que tem solução para nós?
Fonte: Pr. Rogério Silva (Igreja Apostólica Casa Firme - SP - Brasil)


domingo, 6 de maio de 2012

E.B.D. A Igreja de Tiatira (Ap.2:18-29).


18. “E ao anjo da igreja de Tiatira escreve: Isto diz o Filho de Deus, que tem seus olhos como chama de fogo, e os pés semelhantes ao latão reluzente”. 
Não temos notícia acurada sobre quem foi este “anjo” (pastor), a não ser aquilo que se depreende do presente texto. Lídia, vendedora de púrpura, e convertida por Paulo, era dessa cidade (At 16.14). Da conversão de Lídia, que se deu provavelmente no ano 53 d. C. à carta dedicada ao anjo da “igreja de Tiatira”: em 96 d. C., corre um lapso de tempo de 33 anos. Podemos deduzir, ainda que improvável terem sido Lídia e seu esposo, os grandes instrumentos usados por Deus, par o início de formação daquela igreja: talvez um de seus filhos seja o “anjo” (pastor) do texto em foco (cf. At 16.15).
TIATIRA. O nome significa “Sacrifício de trabalho”. Situação Geográfica: A cidade de Tiatira se encrava no pequeno Continente da Ásia Menor. “No fértil vale do rio Lico, acerca de 59 quilômetros a sudeste de Pérgamo, na estrada que ia para Sardes, ficava a pequena mas crescente e rica Tiatira, colônia macedônica, fundada por Alexandre Magno, depois da destruição do Império Persa. Na literatura secular, são encontradas muitas alusões ao comércio de tecidos de púrpura manufaturados em Tiatira, dos quais Lídia era vendedora. Esta carta, à então próspera igreja, foi mais longa em conteúdo de todas as cartas do Apocalipse. Maior, porém, é a mensagem nela contida e também das mais severas”.
19. “Eu conheço as tuas obras, e a tua caridade, e o teu serviço, e a tua fé, e a tua paciência, e que as tuas últimas obras são mais do que as primeiras”.
Quando à conduta das igrejas, Cristo primeiro menciona Aquilo que pode elogiar. “Sei quais são as tuas obras” – diz Ele. Tais obras são mencionadas onze vezes neste livro. O leitor deve observar o contraste entre as “obras” da igreja de Éfeso (2.5), e as “obras” da igreja de Tiatira: enquanto naquela as “últimas obras eram menores que as primeiras”, nesta pelo contrário; as “últimas obras são mais do que as primeiras”. O substantivo grego, que nossas versões do Novo Testamento traduzem por “obras”, com maior precisão que a palavra portuguesa comporta duas acepções: o resultado de uma atividade (sentido habitual do termo em português); e também: a atividade em si mesma (significado que, aliás, sob a influência do latim teológico, passou para o português), limitando-se às atividades morais. No presente texto: são obras de caridade feitas em favor de Cristo, durante essa dispensação da graça (Ap 22.12).
1. A tua caridade. (Amor). O Senhor Jesus também louvou esta igreja (usamos aqui uma metonímia: figura que consiste em tomar a parte pelo todo e vice-versa; o geral pelo particular e o particular pelo geral) pelo seu amor. A palavra “amor” encontra-se em toda a extensão da Bíblia, que descreve o seu caráter multiforme:
(a) “Há o amor de Deus, isto é, o amor de Deus tem dispensado pelos homens. Essa é a fonte de todo amor, o que é comentado em (Jo 3.16 e ss), como poemas ilustrativos, relacionando-se como um supremo sacrifício.
(b) Há o amor de Cristo cuja natureza é igual a do amor de Deus, e que comentado em (2Co 5.14). Trata-se de uma força que nos constrange, que também nos leva a amar e a servir ao próximo, em honra ao Senhor. Esse foi o amor que motivou a expiação e a missão terrena, em geral, de Cristo.
(c) Há o amor do homem a Deus e a Jesus Cristo. Essa modalidade pode ser expressa diretamente, mediante a subida mística da alma, em fazer tanto o bem a Deus como ao próximo.
(d) Há o amor próprio (cf. Mt 22.39 e Ef 5.29). Trata-se de uma condição patológica em que um indivíduo tudo faz ou realiza só em torno de si mesmo, visando ao seu próprio conforto. Ele torna-se por natureza um “amante de si mesmo” (2Tm 3.2 e ss).
(e) Há também o amor de um ser humano por outro, ou pela humanidade. É a transferência dos cuidados que temos por nós mesmos para nossos semelhantes”.
20. “Mas tenho contra ti que toleras Jezabel, mulher que se diz profetisa. Ensinar e enganar os meus servos, para que se prostituam e comam dos sacrifícios da idolatria”.
“...Jezabel”. a palavra “Jezabel” significa: “Montão de lixo”. Na opinião de alguns eruditos: “Casta”. Aparece pela primeira vez nas Escrituras como pessoal de uma princesa. Ela tinha crescido em Tiro, na cidade portuária fenícia. Seu pai, rei Etbaal, era também sacerdote de Astarote e sacrificava a Baal (1 RS 16.31) e, por conseguinte, tornou-se esposa de Acabe, rei de Israel. Esta ferina rainha tombou morta no vale de Armagedom (2 Rs 9.15, 16, 30, 37).
Mulher que se diz profetisa. Há muitas opiniões a respeito da “audaciosa mulher” da igreja de Tiatira; alguns até já defenderam tratar-se de uma “doutrina”, ou mesmo de uma “religião” e não de uma pessoa. A Jezabel do Antigo Testamento, é citada como o protótipo de pecado. A Jezabel do presente texto, trata-se de uma pessoa e não apenas uma figura ou personificação do mal. A passagem fala claramente de uma pessoa, pelo uso do pronome (“ela”). V.22. “No inglês, o pronome é her” usado somente para pessoa. Deve-se ter isto em mente para compreensão do significado do pensamento, pois em português, “ela” é usado tanto para pessoas, animais ou coisas”. Em alguns manuscritos antigos é acrescentado a palavra grega “SOU” (isto é tua), antes da palavra “mulher” ficando assim o texto na sua íntegra: “Mas tenho contra ti (pastor) que toleras Jezabel, (tua mulher?) que se diz profetisa”. O Dr. Carroll, op. Cit., vol. Sobre o Apocalipse, aceita esta posição: “Tratava-se da mulher do pastor, por parecer no original a palavra “y u v n”, que pode significar esposa; isto se dá muitas vezes em o Novo Testamento”. Não sabemos se isso é o verdadeiro sentido do presente texto, mas pode ser (cf. 1 Rs 21.25): As Escrituras são proféticas e se combinam entre si em cada detalhe.
21. “E dei-lhe tempo para que se arrependesse da sua prostituição; e não se arrependeu”.
“...da sua prostituição”. Tratava-se tanto de prática imorais pessoais, como parte do culto da seita gnóstica. Era algo tanto espiritual como físico. No campo histórico da Igreja da Idade Média teve grande semelhança com a igreja de Tiatira. “Foi nesta época que uma cópia do paganismo de Tiatira foi introduzido na igreja e sobre tudo, no campo comercial, sob a forma de imagens, em profusão, surgido por uma forte representação feminina pela introdução do culto de Maria, a mariolatria e com o desvirtuamento do merecido respeito e admiração à pessoa da virtuosa mãe de Jesus. Maria passou a ser co-redentora. Cristo deixou, também, de ser único Mediador entre Deus e os homens”, no pensamento deles. Outrossim, aquela gente “resolveu” na sua vontade que não se arrependeria. O grego subentende o exercício deliberado da vontade “Cintra” o arrependimento, e não a seu favor.
22. “Eis que porei numa cama, e sobre os que adulteram com ela virá grande tribulação, se não se arrependerem das suas obras”.
“Eis que a porei numa cama”. O comentador Charles declara que as expressões: “cama e tribulação” nesta passagem expressam a mesma idéia. Além disso, supõe que porei numa cama equivale no grego hodierno a “infligir uma enfermidade” (cf. Êx 21.18), e que aquela primeira expressão é o hebraico especificado por trás do grego. Jezabel teve como paga de seu engano e prostituição “um leito de pestilência”. O resultado de tudo isso foi a morte (Rm 6.23). A ameaça de Deus é terrível, porém corresponde à enormidade do pecado de Jezabel e seus adeptos. Alguns teólogos acham que, a expressão “...ferirei de morte” a seus filhos vista no versículo 23, quer dizer: “ferirei da segunda morte: o lago de fogo”. Não eram filhos de Deus mas da semente iníqua, gerada do engano e como tais, estavam candidatos tanto a primeira como a segunda. Seja como for, o pecado tem consigo a pena aqui e na eternidade!
23. “E ferirei de morte a seus filhos, e todas as igrejas saberão que eu sou aquele que sonda os rins e os corações. E darei a cada um de vós segundo as vossas obras.”
“...os rins e os corações. O Salmista Davi cerca de 1.000 a.C. orava da seguinte forma: “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração...” (cf. sl 139.23a), e o Apóstolo Paulo declara: “...aquele que examina os corações sabe...” (Rm 8.27).
1. Analisemos dois pontos focais no presente versículo: (a) Os rins (b) Os corações:
(aa) Os rins. A palavra grega “nephros”, é traduzido por “rins” em nossas versões. Os hebreus e até escritores sagrados pensavam que os “rins” seriam a sede das emoções e dos afetos (Jr 12.2). No presente texto, denota também, uma sondagem cuidadosa, da idéia de seguir os passos, com a ação resultante, causada por aquilo que foi descoberto. Mui provavelmente, nela envolve a memória do que diz Jeremias 11.20 onde Deus é visto como aquilo que testa (determina a natureza verdadeira), o coração e a mente do seu povo. Numa figura de retórica, isso demonstra, que os juízos que se seguirão, pois, serão justos e completos, em nada falhos, porquanto repousam sobre total discernimento e informação.
(bb) Os corações. Quanto a isso, analisemos aqui, dois pontos de suma importância:
(aaa) Tanto as Escrituras, como a própria ciência, dizem que o coração é o centro de uma coisa. O vocábulo ocorre por 820 vezes na Bíblia. Vem de uma raiz hebraica: “l~ebh ou l~ebhabh”, sendo bem possível, que a raiz do termo hebraico, que é obscuro, signifique “centro”. O termo denota vários significado e aplicações: Às vezes é apenas um órgão físico do corpo humano. As referências ao órgão físico assim chamado são poucas e de modo algum especificadas. Dentre as mais claras é a de (1 Sm 25.37). “Pesa em média apenas 250 gramas e não é maior que o punho fechado de seu possuidor. Bate cem mil vezes por dia e, no espaço de uma vida, é capaz de bombear sangue suficiente para encher 13 milhões de barris. O homem ainda não criou uma máquina mais perfeita que o coração...
(bbb) No contexto teólogo, pode também significar a mente (Êx 35.35 e Dt 29.4). O Dr. Wheeler Robinson oferece a seguinte e ótima classificação dos vários sentidos em que podem ser usadas as palavras hebraicas “l~ebh e l~ebhãbn”. Ad. A: físico ou figurado (“meio”, 29 vezes). Dependendo do contexto que se depreende das Escrituras: Ad. B: Personalidade, vida íntima, ou caráter geral (257 vezes; exemplos: Êx 9.14 e 1Sm 16.7; comparado a Gn 20.5): Ad. c. Estados emotivos de consciência, encontrados em grande GAMA de variedade (166 vezes); intoxicação (1Sm 25.36); alegria ou tristeza (cf. Gn 42.28); amor (2Sm 14.1, etc): Ad. d: Atividades intelectual (204 vezes); atenção (Êx 7.23); entendimento (1Rs 3.9); habilidade técnica-sábio de coração (Êx 28.3): Ad. e: Volição ou propósito (195 vezes; 1Sm 2.35), sendo esses um dos empregos mais característicos do termo no Antigo Testamento. “Mente” é, talvez, o mais próximo tempo moderno daquilo que no uso bíblico é denominado “coração”. No presente texto do Apocalipse, o termo é usado para significar: “a natureza suprema do homem” (sinônimo de espírito ou da alma).
24. “Mas eu vos digo, e aos restantes que estão em Tiatira, a todos quantos não têm esta doutrina, e não conheceram, como dizem, as profundezas de Satanás, que outra carga vos não porei”.
“...As profundezas de Satanás”. Os mestres gnósticos atribuíram à sua doutrina o caráter de “profundidade”, e a “mulher Jezabel” invocava para sua doutrina o mesmo sentido. De acordo com a expressão “profetisa” encontrada no versículo vigésimo deste capítulo, esta senhora, Jezabel, era portadora de uma “teomania aguda”: espécie de loucura, em que o doente se julga Deus ou por ele inspirado.
1. Na igreja de Tiatira existia dois grupos distintos: (a) Os cristãos verdadeiros; (b) Os que se gloriavam de conhecer “as profundezas de Satanás”. Paulo encontrou quatro grupos na igreja de Corinto. Porém é evidente que aqueles eram crentes em Jesus; o grupo de Jezabel não (cf. 1Co 1.12). Ad. a: Os legalistas: o herói deles era Pedro: Ad. b: Os intelectuais e filósofos: o herói deles era Apolo. Ad. c: Os liberais: o herói deles era Paulo. Ad. d: Os cristãos: o herói deles era Cristo (1Co 1.12; 3.4 e ss). Os diversos grupos mencionados neste versículo, podem ser também visto assim: Ad. aa: O partido judaizante (os seguidores de Pedro). Ad. bb: O partido dos intelectuais: (os seguidores de Apolo). Ad. cc: O partido da liberdade (os seguidores de Paulo). Ad. dd: O partido dos exclusivistas (aqueles que diziam: “sou de Cristo”).
25. “Mas o que tendes retende-o até que eu venha”.
“...O que tendes retende-o”. esta expressão “retende-o” vem do verbo “reter”, e tem no original, o sentido de “guardar”, “conservar”, etc. Deve ser aplicado no sentido de “guardar” aquilo que é precioso como: A palavra de Deus. Sl 119.11; Os mandamentos da lei divina. Mt. 19.17; A fé. 2 Tm 4.8, etc. Note muito bem, este versículo, voltemos a ele. É o que diz a senhora M. S. Novah: Deste versículo, aparentemente sem comentário podemos dizer que nos prova a veracidade de que as cartas não foram escritas somente para os crentes do tempo de João, o Apóstolo; pois aqueles fiéis, há muito, que já morreram e o versículo 25 diz: “O que tendes retende-o ATÉ que eu venha”. É o divino convite. É o apelo de Cristo. As últimas cartas do Apocalipse (dentre um total de sete), todas possuem características da Igreja cristã dos “últimos tempos”; portanto, todas elas, de alguma maneira, lançam olhos para o fim de nossa era, ou seja, para a vinda de Jesus (1 Ts 4.13-17).
26. “E ao que vencer, e guardar até ao fim as minhas obras, eu lhe darei poder sobre as nações”.
 “...poder sobre as nações”. O texto em foco, lembra-nos o Salmo segundo onde lemos: “Pede-me, e eu darei as nações por herança, e os fins da terra por tua possessão” (v. 8). Essa é uma promessa relativa ao Milênio, estando associada a Ap 2.4, 6. O reino que foi rejeitado pelos judeus, ainda será realizado e será inaugurado quando da segunda vinda (parousia) de Cristo. A promessa é que o crente, terá posição de poder naquele reino: os mansos herdarão a terra. As “obras” mencionadas neste versículo são obras de Cristo e não as nossas, porquanto, o crente, as cumpre em seu nome, mediante o impulso dado por Ele. As “obras” de Cristo fazem contraste com as “obras” de Jezabel, aludidas no versículo 22 deste capítulo. As dela, são repugnantes; as de Cristo, são desejadas!
 27. “E com vara de ferro as regerá: e serão quebradas como vasos de oleiro; como também recebi de meu Pai”.
“...e serão quebradas como vasos...”. O presente versículo fala do governo milenial de Cristo sobre a terra (Ap 20.1 e ss), quando as nações serão “regidas com vara de ferro”. Isso não quer dizer um reino ou governo de extrema “dureza”, mas, sim, um método inquebrantável (Sl 2.8-9; Ap 12.5). Naturalmente, o texto não limita esse governo aos mártires, embora, em outros contextos, estejam eles especialmente em mira, por terem sido mortos pelo Anticristo, cuja vitória será total e completamente revertida. O fato de os mártires retornarem para governar a terra onde foram tratados com o opróbrio, é a reversão dos crimes do Anticristo, o homem do pecado (2Ts 2.3; Ap 20.4). A interpretação geral, neste versículo, é que segundo as promessas de Cristo, que este poder “sobre as nações” será extensivo aos mártires e aos santos de todos os tempos: a garantia é para “o que vencer” (cf. 2.7, 11, 17, 26; 3.5, 12, 21).
28. “E dar-lhe-ei a estrela da manhã”.
‘...a estrela da manhã”. Para os ímpios: Jesus é a “luz do mundo” (Jo 1.9; 8.12); para Israel: Ele é “O Sol da Justiça” (Ml 4.2); para sua Igreja: Ele é “a resplandecente Estrela da Manhã” (Ap 22.16). Seja como for, Cristo é “tudo em todos”. Este será um títulos que trará o Filho de Deus no dia de sua vinda para o arrebatamento. Em Ap 22.16, o próprio Cristo é identificado como “A resplandecente estrela da manhã”. Não pode haver dúvida razoável, pois, que Ele também é aquela figura central. Para os antigos povos, a estrela da tarde (ou vespertina) simbolizava a morte, mas a estrela da manhã simbolizava a vida que é o próprio Cristo. Ao vencedor, Jesus promete dar-lhe a estrela da manhã. Isto é, Ele mesmo! Nos Evangelhos ele deu-se por todos os pecadores. Agora Ele promete dar-se novamente, porém apenas ao vencedor!. Essas palavras de Cristo, têm seu fundo histórico nas palavras de Dn 12.3, onde diz que os próprios justos ...refulgirão como as estrelas...”. O sentido é que os crentes entrarão na glória celeste e serão glorificados com o resplendor do mundo vindouro de Deus (1 Jo 3.2, etc).
29. “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas”.
“...o que o Espírito diz...”. O leitor deve observar que essa é uma expressão que figura em todas as cartas do Apocalipse, chamando a atenção dos leitores para a solene necessidade de darem atenção às palavras inseridas neste livro. “A mulher Jezabel e seus filhos prosseguirão tal como são, mas o “resto”, o remanescente, ouvirá” (newll). Cristo, e que seja ela uma influência poderosa o nosso coração e sobre a nossa vida”. Possuímos discernimento “espiritual” e a sensibilidade necessária para “dar ouvidos” ao que foi dito? “...se ouvirdes hoje a sua voz (como diz o Espírito Santo), não endureçais os vossos corações” (Hb 3.7-8). Esses são os “ouvidos” de que precisamos. Se os temos, então, que os usemos!
Fonte: Livro Apocalipse, versículo por versículo. Severino Pedro da Silva (CPAD).   


















Por que Bereanos?

Algumas pessoas perguntam o porque da escolha do nome Bereanos e/ou qual o seu significado?

Para reponder a estas constantes perguntas, segue abaixo uma breve explicação.

Depois de ter lido alguns dos relatos bíblicos sobre as viagens missionárias do apostolo Paulo no livro de Atos, nossa atenção foi despertada para a viagem de Paulo a cidade chamada Beréia. Nesta cidade Paulo conheceu um grupo especial de pessoas, que fizeram por merecer a admiração e o elogio do grande apostolo.

 Diz o texto:
E logo, durante a noite, os irmãos enviaram Paulo e Silas para Beréia; ali chegados, dirigiram-se à sinagoga dos judeus. 11 Ora, estes de Beréia eram mais nobres que os de Tessalônica; pois receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim12 Com isso, muitos deles creram, mulheres gregas de alta posição e não poucos homens.13 Mas, logo que os judeus de Tessalônica souberam que a palavra de Deus era anunciada por Paulo também em Beréia, foram lá excitar e perturbar o povo. 14 Então, os irmãos promoveram, sem detença, a partida de Paulo para os lados do mar. Porém Silas e Timóteo continuaram ali”.   Atos 17:10-14.
Analisando o relato, entendemos que havia uma nobreza maior nos Bereanos, porque buscavam a verdade dos fatos a luz dos escritos sagrados de sua época. Parte do povo de Beréia, os Bereanos, faziam uma análise maior de tudo o que lhes era dito como verdade, tendo as Escrituras Sagradas de sua época como fonte das verdades essencias a savalção e como base de comparação “para ver se as coisas que eram ditas, eram de fato, verdades, de acordo com as escrituras.”.
Esta atitude Bereana não condiz com o procedimento da maioria dos cristãos, já que, a maior parte dos cristãos nominais, vem aceitando tudo o que se diz como verdade em suas congregações e/ou denominações, sem se preocuparem se o que esta sendo dito ou se o que foi dito, é de fato uma verdade. Infelizmente a maior parte dos cristãos não examinam e não buscam os fundamentos das supostas verdades que lhes são transmitidas e pioraram a situação, ignorando completamente o conselho do apostolo Paulo que diz a todo cristão em particular.
"julgai todas as coisas, retende o que é bom;" 1 Ts 5:21
Ninguém pode fazer qualquer tipo de julgamento sem analisar, sem refletir, sem pensar e sem antes buscar toda verdade sobre o caso em juízo.
Tem pessoas que gostam de ler a bíblia, outras a examinam.
Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim. João 5:39
É triste perceber que a maioria dos cristãos nominais e denominacionais não pensam por si mesmos, não analisam nada, não buscam a verdade dos fatos, simplesmente acatam o pensamento dos lideres ou pastores de suas denominações, tornando-se escravos do pensamento alheio e da vontade dos homens.
Analisando o relato bíblico sobre os Bereanos e comparando-o com nossa própria experiência, decidimos adotar e utilisar este nome “BEREANOS”. O nome é apenas um título provisório, que representa nosso espírito de investigação da verdade. Decidimos adotar provisóriamente este nome, até que, o próprio Cristo nos de um novo nome conforme a promessa descrita no livro da Revelação. (Ver Apoc. 2:17 e 3:12).
BEREANOS é um nome que se ajusta muito bem às experiências vividas por vários cristãos contemporâneos e que á exemplo dos literais Bereanos apostólicos, tem ouvido muitas coisas ditas supostamente como verdades, mas, só aceitando-as depois de muito bem analisadas e averiguadas, pois, se comparadas com as Escrituras, muitas destas supostas verdades são como palhas lançadas ao vento.
Graças a Deus, muitas pessoas são libertadas e protegidas dos enganos e das mentiras de satanás, quando costumam imitar o exemplo dos Bereanos. E se não fosse por Deus e pela atitude de muitos Bereanos, o mundo todo estaria ainda preso ao pai da mentira.
Quando surgem erros e são ensinados como verdade bíblica, os que têm ligação com Cristo não confiarão no que diz um líder deste tipo, mas, à semelhança dos nobres bereanos, examinarão as Escrituras todos os dias para ver se essas coisas são de fato assimQuando eles descobrem qual é a recomendação do Senhor, colocam-se ao lado da verdade. Ouvem a voz do verdadeiro Pastor dizendo: "Este é o caminho; andai nele”. Isa. 30:21.