quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Linguagem Bíblica. Figuras de Retórica.


Linguagem Bíblica. Figuras de Retórica:
1- SÍMBOLOS.
A Bíblia é repleta de símbolos. Os símbolos classificam-se da seguinte forma:
a) Objetos reais
(1) Vestidos - simbolizam justiça real, méritos, etc.;
(2) Sangue - simboliza a vida;
(3) Linho Fino - simboliza a justiça real;
(4) Pão (da Ceia) - simboliza o Corpo de Cristo;
(5) Vinho (da Ceia) - simboliza o Sangue de Cristo;
(6) Ouro - simboliza a realeza, glória de Deus;
(7) Prata - simboliza resgate;
(8) Cobre - simboliza resistência;
(9) Fogo - simboliza purificação, juízo divino;
(10) Incenso - simboliza as orações;
(11) Sal - simboliza preservação;
(12) Óleo ou azeite - simbolizam o Espírito Santo, unção;
(13) etc.
b) Visões - Principalmente no A.T., há várias visões com simbologia diversas.
Exemplo: Visão da vara de amendoeira (Jr 1.11,12) - simboliza a vigilância do Senhor para cumprir Sua Palavra.
O termo hebraico para amendoeira significa “vigilante”, “desperto”.
c) Sonhos - Parecidos com as visões, os sonhos também têm sua simbologia.
Exemplo: O sonho das sete vacas gordas e sete vacas magras de faraó, foi interpretado por José como sete anos de fartura e sete anos de fome (Gn 41).
d) Nomes - Os judeus, geralmente davam nomes aos seus filhos de acordo com acontecimentos que marcaram a vida de seus pais na altura do parto. Entretanto, todos os nomes tinham seus significados. Exemplo: Adão - símbolo da humanidade caída. Jesus é o “último Adão” que desfez o que o “primeiro Adão” fez. Matusalém simboliza longevidade; Israel significa príncipe de Deus; Egito simboliza o mundo; etc.
e) Números - Temos que tomar cuidado ao darmos simbologia aos números. Não podemos evitar que haja
simbologia nos mesmos, mas, também, não podemos exagerar em sua significação.
Exemplo: Um - simboliza unidade, primazia;
Dois - simboliza divisão, relação, diferença;
Três - simboliza trindade, solidez (as dimensões);
Cinco - simboliza o fraco com o forte (3+2);
Seis - simboliza o homem, sua limitação;
Sete - simboliza perfeição, totalidade, repouso;
Dez - simboliza perfeição ordinal.
f) Cores - As cores também têm sua simbologia:
(1) Azul - simboliza perfeição;
(2) Púrpura - simboliza realeza;
(3) Carmesim - simboliza o pecado do homem e a autoridade divina em torná-lo mais branco do que a neve;
(4) Verde - simboliza esperança.
2 - TIPOS.
Tipo é a figuração de pessoa, coisa ou evento espiritual por pesoa, coisa ou evento material. Sendo assim, tipo é o que é tomado para representar, e antítipo é a coisa figurada. Vamos ver alguns exemplos:
TIPO: a) Serpente de metal levantada no deserto (Nm 20.4-9). b) Jonas no ventre do peixe (Jn 1.17).
c) Festa das primícias (Lv 23.9-14).
ANTÍTIPO: a) Jesus levantado no madeiro (Jo 3.14). b) Jesus no seio da terra (Mt 12.40).
c) Jesus - a primícia dos que ressuscitam (I Co 15.20).
3 - ENIGMA.
É um tipo de alegoria de difícil solução. Exemplo: O enigma de Sansão em jz 14.14. A solução se encontra no contexto da passagem.
4 - PARÁBOLA.
A parábola é uma alegoria apresentada em forma de narração de fatos comuns com o objetivo de revelar ou ensinar verdades importantes. Exemplo: Na parábola do Semeador, Jesus ensinou acerca de como o Evangelho é recebido e/ou rejeitado nos corações dos homens (Mc 4.1-20).
5 - METÁFORA.
Semelhança entre duas coisas que se aplicam a um termo. Exemplo: “Vós sois a luz do mundo”(Mt 5.14); “...Vós sois as varas...”(Jo 15.5).
6 - SINÉDOQUE.
Quando se relaciona duas coisas que não são semelhantes entre si. Exemplo: “A minha carne repousará segura”(Sl 16.9). Carne em lugar de corpo.
7 - METONÍMIA.
Quando se relaciona uma coisa com outra que tem com a primeira uma relação de causa e efeito. Exemplo: “... Se eu não te lavar, não tens parte comigo”(Jo 13.8). Lavar aqui significa purificar.
8 - PROSOPOPÉIA.
É a personificação de coisas inanimadas, dando-lhes os efeitos e ações das pessoas. Exemplo: “...o amor cobrirá uma multidão de pecados”(I Pe 4.8)
9 - IRONIA.
É uma expressão de sentido contrário do que se pretende dizer com o objetivo de diminuir, depreciar ou de louvar e engrandecer. Exemplo: “E sucedeu que, ao meio dia, Elias zombava deles, e dizia: clamai em altas vozes, porque ele é um deus; pode ser que esteja falando, ou que tenha alguma coisa que fazer, ou que intente alguma viagem; porventura dorme, e despertará”(I Rs 18.27).
10 - HIPÉRBOLE.
Figura que diminui ou engrandece exageradamente a verdade das coisas. Exemplo: “...cuido que nem ainda o mundo todo poderia conter os livros que se escrevessem. Amém” (Jo 21.25).
11 - FABULA.
É um tipo de narração onde os seres irracionais e os objetos inanimados são apresentados com características pessoais. Exemplo: “E disse o espinheiro às árvores: se na verdade, me ungis reis sobre vós, vinde, confiai-vos debaixo da minha sombra...”(Jz 9.15).
12 - ALEGORIA.
Alegoria é a expressão de um pensamento sob forma figurada. É uma expressão fictícia que representa uma coisa para dar idéia de outra. Exemplo: Judá como um leãozinho (Gn 49.9); Israel, duas águias e a vinha (Ez 17.3-11).

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Submissão Graciosa.


Submissão Graciosa.

É fácil dizer a uma mulher que ela se submeta, ou dizer a um marido que ele ame sua mulher como Cristo ama a igreja, mas na prática isso pode ser angustiante. É fácil atirar versículos bíblicos por aí como a pedra do estilingue de Davi, esperando derrubar aquele gigante Golias chamado "O Meu Jeito".
Em um casamento, deve existir tanta submissão e tanto amor! No entanto, quem quer servir, quem quer se sacrificar, quem quer entregar sua vida pelo outro? Quem quer se humilhar para o bem de outro ser humano?
A resposta: Jesus Cristo.
Lembro a primeira vez que me apresentaram a submissão como algo que eu devia praticar a fim de ser obediente e piedosa. Eu lutei com isso, pois não me ensinaram através do evangelho. Tudo o que eu via era uma sujeição. Eu tinha todos os tipos de argumentos para rebater esse assunto; simplesmente ninguém conseguia conversar comigo sobre submissão.
Como conversar sobre submissão com uma pessoa que não entende direito a Trindade e tem uma ideia confusa sobre quem Deus é?
Quem Deus é
Não podemos compreender totalmente a beleza da liderança e da submissão até que tenhamos um entendimento sóbrio de quem Deus é: o verdadeiro Deus, o Deus Triuno... Pai, Filho e Espírito Santo.
Não é sábio iniciar por aquilo que é exigido do homem. Devemos começar por quem Deus é, em seguida o que Ele fez e, então, podemos falar com coerência sobre o que é exigido de nós. São nesses pontos que descobrimos quão importante é que todos nós entendamos a doutrina da trindade.
Não foi um livro sobre "como ser uma esposa melhor" que me levou a praticar uma fiel submissão ao meu marido. Foi o entendimento sobre a pessoa de Cristo e sua obra na cruz. Foi o evangelho moldando cada parte do meu ser.
Romanos 8:29 diz, "Pois aqueles que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho". Se devo ser conforme à imagem de Cristo, eu preciso saber quais são suas características para que, ao permanecer nele e andar no Espírito, eu possa ser o mais próximo da imagem de Cristo nesta vida. Conforme eu me relaciono com outras pessoas, eu preciso saber como Cristo se relaciona dentro da trindade e com os homens.
Uma das coisas que Cristo diz sobre ele mesmo é, "Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração" (Mateus 11:29). Paulo escreve em Filipenses 2:5–8:
"Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus, que, embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens. E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até à morte, e morte de cruz!".
Quem é Cristo? Ele é o Deus Filho.
Como ele é? Manso, humilde de coração, igual a Deus, em forma humana.
O que ele fez? Não se apegou à sua igualdade, antes, humilhou-se para ser obediente até à morte de cruz.
A quem ele obedeceu? Deus Pai, a quem ele era e é igual.
Na Prática
Como isso pode me instruir na busca por viver uma vida como a de Cristo?
Kathy Keller diz em The Meaning of Marriage ['O Sentido do Casamento']: "Tanto a mulher como o homem têm no casamento a oportunidade de 'desempenhar o papel de Jesus'— Jesus em sua autoridade sacrificial, Jesus em sua submissão sacrificial".
Como esposa, vejo nas palavras do apóstolo Paulo o meu papel em relação a Cristo: "Quero, porém, que entendam que o cabeça de todo homem é Cristo, e o cabeça da mulher é o homem, e o cabeça de Cristo é Deus". (1 Coríntios 11:3).
Como mulher, eu já tenho um dos papéis de Jesus — o dom sacrificial da submissão ao meu marido. Será que devo "me apegar" ao "papel de Jesus" que é dele? Será que devo tentar trocar o meu papel pelo dele? Com qual finalidade? Se Jesus, sendo igual a Deus, não se apegou à sua igualdade, antes, se submeteu ao plano e vontade do Pai, será que eu, sendo igual ao meu marido, devo "apegar-me" à minha igualdade? Como é possível que assim eu seja transformada à imagem de Cristo?
Para entender o nosso papel, primeiro temos que entender a Trindade. Somente assim, tudo isso fará sentido. Somente assim, veremos que esses papéis não são culturais ou construídos pela sociedade, mas são partes intrínsecas e inerentes à realidade objetiva. - Luma Simms. 

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Está pensando em divorciar?


Está pensando em divorciar? Leia este texto antes!

Naquela noite, enquanto minha esposa servia o jantar, eu segurei sua mão e disse: “Tenho algo importante para te dizer”. Ela se sentou e jantou sem dizer uma palavra. Pude ver sofrimento em seus olhos.

De repente, eu também fiquei sem palavras. No entanto, eu tinha que dizer a ela o que estava pensando. Eu queria o divórcio. E abordei o assunto calmamente.

Ela não parecia irritada pelas minhas palavras e simplesmente perguntou em voz baixa: “Por quê?”


Eu evitei respondê-la, o que a deixou muito brava. Ela jogou os talheres longe e gritou “você não é homem!” Naquela noite, nós não conversamos mais. Pude ouvi-la chorando. Eu sabia que ela queria um motivo para o fim do nosso casamento. Mas eu não tinha uma resposta satisfatória para esta pergunta. O meu coração não pertencia a ela mais e sim a Jane. Eu simplesmente não a amava mais, sentia pena dela.

Me sentindo muito culpado, rascunhei um acordo de divórcio, deixando para ela a casa, nosso carro e 30% das ações da minha empresa.

Ela tomou o papel da minha mão e o rasgou violentamente. A mulher com quem vivi pelos últimos 10 anos se tornou uma estranha para mim. Eu fiquei com dó deste desperdício de tempo e energia mas eu não voltaria atrás do que disse, pois amava a Jane profundamente. Finalmente ela começou a chorar alto na minha frente, o que já era esperado. Eu me senti libertado enquanto ela chorava. A minha obsessão por divórcio nas últimas semanas finalmente se materializava e o fim estava mais perto agora.

No dia seguinte, eu cheguei em casa tarde e a encontrei sentada na mesa escrevendo. Eu não jantei, fui direto para a cama e dormi imediatamente, pois estava cansado depois de ter passado o dia com a Jane.

Quando acordei no meio da noite, ela ainda estava sentada à mesa, escrevendo. Eu a ignorei e voltei a dormir.

Na manhã seguinte, ela me apresentou suas condições: ela não queria nada meu, mas pedia um mês de prazo para conceder o divórcio. Ela pediu que durante os próximos 30 dias a gente tentasse viver juntos de forma mais natural possível. As suas razões eram simples: o nosso filho faria seus exames no próximo mês e precisava de um ambiente propício para preparar-se bem, sem os problemas de ter que lidar com o rompimento de seus pais.

Isso me pareceu razoável, mas ela acrescentou algo mais. Ela me lembrou do momento em que eu a carreguei para dentro da nossa casa no dia em que nos casamos e me pediu que durante os próximos 30 dias eu a carregasse para fora da casa todas as manhãs. Eu então percebi que ela estava completamente louca, mas aceitei sua proposta para não tornar meus próximos dias ainda mais intoleráveis.

Eu contei para a Jane sobre o pedido da minha esposa e ela riu muito e achou a idéia totalmente absurda. “Ela pensa que impondo condições assim vai mudar alguma coisa; melhor ela encarar a situação e aceitar o divórcio” – disse Jane em tom de gozação.

Minha esposa e eu não tínhamos nenhum contato físico havia muito tempo, então, quando eu a carreguei para fora da casa, no primeiro dia, foi totalmente estranho. Nosso filho nos aplaudiu dizendo “O papai está carregando a mamãe no colo!” Suas palavras me causaram constrangimento. Do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa, eu devo ter caminhado uns 10 metros carregando minha esposa no colo. Ela fechou os olhos e disse baixinho “Não conte para o nosso filho sobre o divórcio” Eu balancei a cabeça mesmo discordando e então a coloquei no chão assim que atravessamos a porta de entrada da casa. Ela foi pegar o ônibus para o trabalho e eu dirigi para o escritório.

No segundo dia, foi mais fácil para nós dois. Ela se apoiou no meu peito, eu senti o cheiro do perfume que ela usava. Eu então percebi que há muito tempo não prestava atenção a essa mulher. Ela certamente tinha envelhecido nestes últimos 10 anos, havia rugas no seu rosto, seu cabelo estava ficando fino e grisalho. O nosso casamento teve muito impacto nela. Por uns segundos, cheguei a pensar no que havia feito para ela estar neste estado.

No quarto dia, quando eu a levantei, senti uma certa intimidade maior com o corpo dela. Esta mulher havia dedicado 10 anos da vida dela a mim.

No quinto dia, a mesma coisa. Eu não disse nada a Jane, mas ficava a cada dia mais fácil carregá-la do nosso quarto à porta da casa. Talvez meus músculos estejam mais firmes com o exercício, pensei.

Certa manhã, ela estava tentando escolher um vestido. Ela experimentou uma série deles, mas não conseguia achar um que servisse. Com um suspiro, ela disse “Todos os meus vestidos estão grandes para mim”. Eu então percebi que ela realmente havia emagrecido bastante, daí a facilidade em carregá-la nos últimos dias.

A realidade caiu sobre mim com uma ponta de remorso… ela carrega tanta dor e tristeza em seu coração….. Instintivamente, eu estiquei o braço e toquei seus cabelos.

Nosso filho entrou no quarto neste momento e disse “Pai, está na hora de você carregar a mamãe”. Para ele, ver seu pai carregando sua mãe todas as manhãs tornou-se parte da rotina da casa. Minha esposa abraçou nosso filho e o segurou em seus braços por alguns longos segundos. Eu tive que sair de perto, temendo mudar de idéia agora que estava tão perto do meu objetivo. Em seguida, eu a carreguei em meus braços, do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa. Sua mão repousava em meu pescoço. Eu a segurei firme contra o meu corpo. Lembrei-me do dia do nosso casamento.

Mas o seu corpo tão magro me deixou triste. No último dia, quando eu a segurei em meus braços, por algum motivo não conseguia mover minhas pernas. Nosso filho já tinha ido para a escola e eu me vi pronunciando estas palavras: “Eu não percebi o quanto perdemos a nossa intimidade com o tempo”.

Eu não consegui dirigir para o trabalho… fui até o meu novo futuro endereço, saí do carro apressadamente, com medo de mudar de idéia… Subi as escadas e bati na porta do quarto. A Jane abriu a porta e eu disse a ela “Desculpe, Jane. Eu não quero mais me divorciar”.

Ela olhou para mim sem acreditar e tocou na minha testa “Você está com febre?” Eu tirei sua mão da minha testa e repeti.” Desculpe, Jane. Eu não vou me divorciar. Meu casamento ficou chato porque nós não soubemos valorizar os pequenos detalhes da nossa vida e não por falta de amor. Agora eu percebi que desde o dia em que carreguei minha esposa no dia do nosso casamento para nossa casa, eu devo segurá-la até que a morte nos separe”.

A Jane então percebeu que era sério. Me deu um tapa no rosto, bateu a porta na minha cara e pude ouvi-la chorando compulsivamente. Eu voltei para o carro e fui trabalhar.

Na loja de flores, no caminho de volta para casa, eu comprei um buquê de rosas para minha esposa. A atendente me perguntou o que eu gostaria de escrever no cartão. Eu sorri e escrevi: “Eu te carregarei em meus braços todas as manhãs até que a morte nos separe”.

Naquela noite, quando cheguei em casa, com um buquê de flores na mão e um grande sorriso no rosto, fui direto para o nosso quarto onde encontrei minha esposa deitada na cama – morta.

Minha esposa estava com câncer e vinha se tratando a vários meses, mas eu estava muito ocupado com a Jane para perceber que havia algo errado com ela. Ela sabia que morreria em breve e quis poupar nosso filho dos efeitos de um divórcio – e prolongou a nossa vida juntos proporcionando ao nosso filho a imagem de nós dois juntos toda manhã. Pelo menos aos olhos do meu filho, eu sou um marido carinhoso.

Os pequenos detalhes de nossa vida são o que realmente contam num relacionamento. Não é a mansão, o carro, as propriedades, o dinheiro no banco. Estes bens criam um ambiente propício a felicidade mas não proporcionam mais do que conforto. Portanto, encontre tempo para ser amigo de sua esposa, do seu marido, façam pequenas coisas um para o outro para mantê-los próximos e íntimos. Tenham um casamento real e feliz!

Um casamento centrado em Cristo é um casamento que dura uma vida toda.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Onde estão os finados?

Onde estão os finados?

Eu sei que a resposta óbvia é "enterrados no cemitério", mas eu me refiro à alma dos finados. A resposta bíblica pode ser resumida em alguns pontos, que não pretendem ser exaustivos, mas que representam o pensamento evangélico histórico e reformado sobre o que acontece após a morte.

- Imediatamente após a morte, as almas dos homens voltam a Deus. Seus corpos permanecem na terra, onde são destruídos.
As almas dos finados não caem em um estado de sono ou de inconsciência após a morte.

- As almas dos salvos em Cristo Jesus entram em um estado de perfeita santidade e alegria, na presença de Deus, e reinam com Cristo, enquanto aguardam a ressurreição de seus corpos.
Esta felicidade não é impedida pela memória de suas vidas na terra, uma vez que agora eles consideram tudo à luz de perfeita vontade de Deus e do Seu plano perfeito.

- Sua felicidade e salvação é somente pela graça de Deus.
Eles não têm poder de interceder pelos vivos ou tornar-se mediadores entre eles e Deus.

- As almas dos perdidos não são destruídas após a morte, mas entram em um estado de sofrimento consciente e de escuridão, tirados da presença de Deus, enquanto esperam o dia do julgamento.

- Não há outros estados além destes dois após a morte. Não há qualquer base bíblica para a doutrina do purgatório e nem da reencarnação.

- Nem as almas dos salvos nem as dos perdidos podem voltar para a terra dos vivos após a morte. Todas os fenômenos considerados como a ação de almas desencarnadas deve ser atribuída à imaginação humana ou à ação de demônios.
A realidade da morte e da sobrevivência da alma deveria nos lembrar sempre das palavras de Jesus: "De que adiante ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?" 

Por - A. N.  L.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

LEIA A BÍBLIA CONTRA VOCÊ.

LEIA A BÍBLIA CONTRA VOCÊ.

 Sempre una auto-reflexão com a leitura e o ouvir da palavra de Deus. Quando vc ler a bíblia e ouvir sermões, reflita e compare os seus caminhos com o q vc leu ou ouviu. 

Pondere que harmonia ou desarmonia existe entre a palavra e os seus caminhos. A bíblia testifica contra todo tipo de pecado e tem direções para qualquer responsabilidade espiritual, como escreveu Paulo: Toda escrit
ura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça a fim de que o homem seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra. (2 Tm. 3:16,17 ênfase acrescentada). 

Portanto, quando ler os mandamentos dados por Cristo e seus apóstolos, pergunte-se: Vivo de acordo com essas regras? Ou vivo de maneira contrária a elas? Quando ler histórias da Bíblia sobre pecados e sobre culpados, faça uma auto-reflexão enquanto avança na leitura. 

Pergunte a si msm se é culpado de pecados semelhantes. Quando ler como Deus reprovou o pecado de outros e executou julgamentos por seus pecados, questione se vc merece punição semelhante. Quando ler os exemplos de Cristo e dos santos, questione se vc vive de maneira contrária aos seus exemplos. Quando ler sobre como Deus louvou e recompensou seu povo pelas suas virtudes e boas obras, pergunte se vc merece a msma benção. Faça uso da Palavra como um Espelho pelo qual vc examina cuidadosamente a si msm e seja um praticante da palavra. (Tg. 1:23-25). Poucos são aqueles que fazem como deveriam! 

Enquanto o ministro testifica contra o pecado, a maioria está ocupada pensando em como os outros falham em estar à altura. Podem ouvir centenas de coisas em sermões que se aplicam adequadamente a eles; mas nunca pensam que o pregador está falando lhes diz respeito. A mente deles está fixa em outras pessoas para quem a mensagem parece se encaixar, mas eles nunca julgam necessitar dessa pregação. - J. E. (1703 - 1758)

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Cristão ou Religioso?


Definitivamente o ser humano é muito complexo mesmo, principalmente os religiosos, uma minoria é claro, que como fruta podre contamina todo o cesto.
Podem estar me perguntando o porquê dessa comparação tão radical, mas analisando a diversos testemunhos e desabafos de pessoas próximas a mim, pude chegar a essa conclusão fatídica.
Para entender melhor vou tentar definir um pouco o que faz uma pessoa ser religiosa:
RELIGIOSO
*Conhece a bíblia (palavra escrita que para os cristãos é regra de fé e conduta) de ponta a cabeça, até aí isso não seria mais do que a obrigação de todo e qualquer um que aceitasse aderir a essa mesma filosofia de vida, mas a diferença entre conhecer e aplicar é infinitamente enorme.
O Religioso não aprende para fazer dessa palavra uma regra na sua vida, ele simplesmente pega um ou outro versículo que lhe apraz, que normalmente se encaixa em algum pensamento ou idéia própria e a partir dali, usa esse texto sem contexto para subjugar, com pretexto de ensinamento, impondo a terceiros um jugo que nem ele mesmo se fosse aplicar não conseguiria suportar.
*Não vive a sua própria vida, normalmente o religioso tem como ocupação a preocupação com a espiritualidade dos outros, ou seja, ao invés de se preocupar em trabalhar, estudar, cuidar do seu conjugue, filhos... Da sua vida mesmo (vai ter com a formiga, oh preguiçoso) Ele vive 24 horas caçando, literalmente, o erro e o pseudo pecado cometido por aqueles que o cercam. Isso tudo achando que está prestando um serviço a Deus.
*Para ele o mais importante não é a compaixão, e sim a necessidade abusiva de demonstrar a sua “suprema” espiritualidade. Assim com todo hipócrita, ele não analisa a história de vida e situações individualmente, antes mesmo de procurar saber a causa (o motivo do por que daquela ação) ele julga a atitude alheia e como se tivesse algum poder para isso, condena e exclui do seu meio que aparentemente é o certo.
*Vive de aparência, faz questão de parecer justo, impecável, puro, mas no seu interior esconde coisas terríveis. Deseja sempre o mal daquele que não se enquadra ou aceita sua opinião, e isso sempre com a desculpa de que Deus irá pesar a mão em cima do que ele julga errado. Inveja, calúnia, contenda, fofoca, fazem parte do seu dia a dia e nem se dá conta disso.
*Adora elogios, faz tudo para receber aplausos e tapinhas nas costas, ele mesmo se projeta e se exalta a si mesmo.
*Da sua boca só sai palavras de confrontamento, se outro fala está errado, se não concordam com o que fala não sabem de nada, mas quando fala está coberto de razão. Ignora completamente a opinião alheia, se achando no centro da vontade de Deus e acima do bem e do mal.
*Não almeja cargo eclesiástico no intuito de servir, mas como lobo devorador, anseia pela hora de conseguir dominar através da sua autoridade todo aquele se deixa enganar.
Enfim... São tantos os argumentos que seu fosse aqui detalhar mesmo, não pararia mais de escrever. Resumindo a diferença toda está na INTENÇÃO DO CORAÇÃO. O cristão não está preocupado com status e sim com mudança de vida, ao contrário, o religioso vive em função da sua aparência, da constante busca pela aprovação dos homens e não de Deus.
Infelizmente, esses são os que perturbam a paz e tiram o sossego do mais fraco, do menor, do humilde, do que busca com sinceridade conhecer e entender os verdadeiros ensinamentos (doutrina bíblica e não doutrina de homens) criando ambientes de discórdia, brigas e discussões sem fim. Nunca estão satisfeitos.
Para finalizar, o religioso quando lê um texto como esse, não julga o conteúdo, procura por erros gramaticais, erros teológicos, procura versículos para contradizer, e principalmente julga um texto desses como porta aberta para libertinagem. Fala do que não conhece, julga sem conhecimento de causa, odeia sem motivo, nunca está em paz consigo mesmo e muito menos com o próximo.
Partindo do princípio de que cada um dará conta de si mesmo no tribunal e de que a salvação é individual, sugiro ao religioso que pare de se meter na vida do outro e vá buscar a Deus enquanto é tempo.
Esse é um apelo simbólico a atenção de todos os que foram perseguidos e maltrados por esses religiosos. Não aceite jugo algum de condenação, perto está o Senhor e esse sim virá para julgar toda a humanidade com justiça, Ele é o único que tem poder e autoridade para isso. Só Ele tem conhecimento profundo da sua vida e realmente sonda os seus pensamentos, antes mesmo de sair uma palavra da sua boca, Ele já sabe. Independente de qualquer coisa, aquilo que estiver fora da doutrina bíblica, deve ser confessado a Ele, dessa forma, com um simples gesto de arrependimento seu (deixando, largando o que realmente for errado), Ele se apresentará de mãos estendidas para te acolher com o seu perdão, derramando sobre sua vida, a única paz que excede todo entendimento, a paz que só Ele pode dar. A benignidade do Senhor dura para sempre.
Fonte: Claudia Lucia  Universitária - Bacharelado em Teologia. 

quarta-feira, 6 de junho de 2012


Espiritualidade egolátrica

Na espiritualidade ególatra, o sacerdote se confunde com a divindade.
A egolatria não é o simples cuidado do indivíduo consigo mesmo. Cuidar de si mesmo, afinal, é uma virtude. Quando praticamos o cuidado conosco mesmos, aprendemos a amar mais as pessoas. A egolatria não é também um sentimento de egoísmo. O indivíduo egoísta tem a expectativa de que todas as coisas e pessoas estejam em torno de seus interesses. Sem dúvida, isso é pecado; mas não é, ainda, um culto ao ego. Isso porque, enquanto o egoísta deseja que todas as coisas existam para atender seus interesses, o ególatra acredita que tem o poder para mover todas as coisas e pessoas em torno de si. A principal marca do ególatra é a cobiça, às vezes demonstrada por atitudes extremas. Tal sentimento foi muito bem exemplificado na proposta do diabo a Cristo: “Tudo isso te darei se, prostrado, me adorares.”  
A egolatria é mais danosa do que a idolatria. E existe, lamentavelmente, uma espiritualidade ególatra, aquela que é caracterizada pela prática religiosa cujas celebrações e liturgias favorecem a promoção de personalidades. Na idolatria, a divindade é inanimada; o ídolo não controla a situação. Já na egolatria, o ego-deus tem boca e fala; tem nariz e cheira; tem pés e anda. Ele tem uma inteligência cheia de artimanhas; em geral, possui carisma e cativa as massas. O ego-deus consegue passar a ideia de que foi o único dotado para uma missão especial – assim, possuiria poderes especiais, como uma capacidade mística de desvendar os mistérios escondidos no além e trazer revelações sobrenaturais.
Nas instituições caracterizadas pela egolatria, há a necessidade de intermediários entre os devotos e o divino. Por essa razão, os cargos e papéis espirituais são uma espécie de concessão do ego-deus a esses intermediários, sob a condição de trocas simbólicas e materiais. Diante de um ego-deus, todos os seguidores obedecem, sem o mínimo de discernimento. Qualquer atitude crítica é denunciada como rebeldia intolerável. A egolatria é marcada pela necessidade de promoção pessoal, vanglória e arrogância. Os ególatras necessitam de títulos que os façam diferentes. Em se tratando da vocação pessoal, os dons e ministérios não representam habilidades para servir às pessoas; eles são, isso sim, títulos particulares, espécie de insígnias ostentadas como demonstração de poder e domínio. Nos ambientes marcados pela egolatria, títulos que, em si mesmos, em nada credenciam seus detentores como sobre-humanos – como pastor, padre, bispo, apóstolo –, assumem um significado de divinização de indivíduos em seus feudos religiosos e redes de submissão ao seu controle.
Na espiritualidade ególatra, o sacerdote se confunde com a divindade. O agente mágico e a divindade fundem-se numa só personalidade. Mas o ego-deus é materialista, possessivo, vingativo; seu discurso não glorifica ao único Deus, Senhor dos céus e da terra, mas favorece a própria dominação, estimula a vassalagem dos seguidores e legitima a dinâmica do poder. A legítima pregação bíblica é substituída por um discurso caracterizado por frases-feitas e palavras de ordem supostamente capazes de mover a mão divina, decretar a bênção e promover bem estar físico e material aos adeptos – normalmente, em troca dos chamados sacrifícios, quase sempre realizados através do dinheiro.
Se, numa determinada comunidade, as pessoas estão dando mais ênfase à experiência espiritual que isola, discrimina os de fora e põe os supostamente espiritualizados em pedestais, é bem provável que estejamos diante da espiritualidade egolátrica, e não do modelo proposto por Jesus Cristo. No Evangelho de Cristo, o que é aparentemente oculto é revelado aos pequeninos do seu Reino. As boas novas “escondidas” em Deus, de fato, estavam sempre presentes; todavia, os seres humanos sofisticados não compreenderam a singeleza dessa mensagem: a de que aos pobres e aos pequeninos é que foram reveladas as boas novas a respeito do Reino de Deus (Lucas 10.18-19). As “revelações” recebidas pelos poderosos dos empreendimentos religiosos não dizem respeito à mesma revelação anunciada pelo Filho de Deus aos pobres e pequeninos.
É muito importante que saibamos discernir entre a espiritualidade revelada por Jesus de Nazaré e aquela praticada nas ambiências egolátricas da cristandade brasileira. 
Fonte: C. Queiroz.